Diferenças de estatura nos estados brasileiros

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Apesar de ter crescido quase 9 cm desde os dados mais antigos, de 1914, o brasileiro ainda é (ou era, em 2008, ano da última medição), em média, relativamente baixo. Também persistem diferenças entre os estados. Os homens do Rio de Janeiro tendem a ser 7,5 cm mais altos do que os homens do Amazonas e as cariocas quase 8 cm mais altas do que as paraenses. Vários fatores podem contribuir para as diferenças: biológicos – o Sul e Sudeste do Brasil receberam maior contribuição genética de povos europeus, enquanto indígenas brasileiros, com forte impacto genético no Norte, tendem a ser mais baixos; ambientais (climas quentes e úmidos tendem a favorecer organismos menores e isso ocorre também entre animais da mesma espécie) e, também, socioeconômicos. Grande parte do crescimento da altura da população em países desenvolvidos está ligada à melhor alimentação e a alimentação pode ser mais adequada nos estados brasileiros mais ricos, localizados no sul e sudeste. Essa influência é bastante independente da influência genética, pois mesmo povos com a mesma origem podem exibir alturas discrepantes após poucas décadas. Os jovens sul-coreanos que nasceram a partir dos anos 80 e 90, por exemplo, tendem a ser muito mais altos do que seus primos norte-coreanos nascidos na mesma época – e essa diferença se deve às diferenças de alimentação entre ambas as Coreias.

 

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